domingo, 31 de agosto de 2014

Empresa "Coffee Spirit" vai trazer a produção de café para a ILHA BRAVA





A “Fogo Coffee Spirit”, uma “joint venture” entre empresas holandesa e nacionais, vai fixar grande parte das 11 mil plantas de cafeeiros nos terrenos que o Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) dispõe nas zonas altas dos Mosteiros.

Amarílio Baessa, responsável pela empresa, disse à Inforpress que a “Fogo Coffee Spirit” está em negociações com o Ministério do Desenvolvimento Rural para assumir a gestão das propriedades de estado nas zonas de cultivo do café no município dos Mosteiros, onde, além de expansão da área de cultivo com fixação de novas plantas, vai proceder também a tratamento das plantas existentes para aumentar a produção do café.
As propriedades estatais nas zonas de cafeeiro ocupam uma área de 180 hectares de terreno nas localidades de Coxo, Matinho, Cova Cana e Djan Reca, todas no município dos Mosteiros.
Segundo o delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural, Elisangelo Moniz, há um entendimento para que a empresa “Fogo Coffee Spirit” venha assumir a gestão desses terrenos.
O responsável afirmou que, neste momento, os trabalhos se encontram na fase de levantamento e identificação dos terrenos para posterior celebração de um acordo com a empresa que vai, também, assumir a gestão dos viveiros para a multiplicação das plantas.
O responsável da “Fogo Coffee Spirit” explicou ainda que não existe um acordo formal entre as duas partes, mas que existe um compromisso neste sentido.
Anunciou que,  a partir da próxima semana, a empresa vai distribuir gratuitamente mil plantas de café aos proprietários de terreno nos Mosteiros e que  outras três mil plantas serão encaminhadas para as ilhas da Brava e de Santiago, sendo que que as demais sete mil serão afixadas directamente pela empresa nos terrenos do estado no município dos Mosteiros, ampliando a área de cultivo de café.
Uma fonte da delegação do MDR na ilha do Fogo avançou à Inforpress que já se falou na transferência de gestão dos terrenos para a empresa, mas que até este momento o Ministério ainda não se reuniu com os actuais rendeiros para os informarem desta possibilidade, de modo a evitar possíveis desentendimentos.
O delegado do MDR afirma desconhecer a existência de rendeiros nesta área, mas no caso de existir e por se tratar de uma área de cultivo de café, a melhor solução será encontrada para que se verifique a extensão e expansão da área de cultivo de café.
Os ocupantes dos terrenos apenas cultivam as árvores de frutos, feijão-congo, batata e outros produtos, com excepção do café e, por isso, a cedência dessa área para expansão do cultivo de café pode se afigurar como uma questão pacífica, adiantou.
Além das 11 mil plantas de café prontos a serem afixadas e cuja distribuição acontece na próxima semana, a empresa tem nos viveiros mais 30 mil plantas já germinadas e outras 20 mil semeadas, e que serão afixadas nos meses de Dezembro/Janeiro, caso ocorra a queda de alguma precipitação.
No quadro do aumento da produção de café e a sua expansão para outras ilhas, Amarilio Baessa disse que, além dos dois viveiros de produção de plantas nos Mosteiros, um outro vai ser instalado na localidade de S.Jorge dos Órgãos, interior de Santiago, para produção de plantas para esta ilha.
Nesta localidade, segundo o responsável, vai ser instalada uma unidade de debulha molhado do café, além de outras iniciativas que a empresa pretende realizar, no quadro da expansão do cultivo de café às ilhas de Santiago e BRAVA, numa primeira fase.
O café produzido este ano foi certificado pelo Ministério da Agricultura e o responsável da empresa está na cidade da Praia em contacto com a Direcção-geral de Industria, para a certificação de toda a produção e não a sua limitação a cada pacote exportado.
Cerca de 200 quilos foram enviados via área para o Japão e outras sete toneladas de café comercial são enviadas via marítima para a Rússia.

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