A morna é um género
musical e de dança de Cabo Verde.
Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, a morna reflecte a
realidade insular do povo de Cabo Verde, o romantismo intoxicante dos seus
trovadores e o amor à terra.
A
morna foi levada a ser conhecida internacionalmente por vários artistas,
nomeadamente em França e nos Estados
Unidos, sendo a mais famosa Cesária Évora. O timbre da voz desta diva tem
conquistado e alargado o público da morna, de Cabo Verde até o Olympia,
passando pelo Carnegie Hall,
pelo Hollywood
Bowl e pelo Canecão.
A
morna é o género musical que mais identifica o povo cabo-verdiano. Trata-se
verdadeiramente de um símbolo nacional, do mesmo modo que o tango é para a Argentina,
a rumba para Cuba, a bossa-nova para o Brasil, etc.
É também o único
género que sempre gozou de mais prestígio e de um carácter mais «nobre» em Cabo
Verde.
O seu berço é sem
duvidas a ilha Brava.
A
morna da Brava está na origem da variante da morna mais conhecida hoje em dia.
Para além de ter um andamento mais lento que a morna da Boa Vista (andamento lento, ± 60 bpm), possui características típicas do
Romantismo, como o uso de rimas na poesia, um lirismo acentuado e uma métrica
mais rígida. O estilo bravense ainda é bastante cultivado por compositores da
Brava e do Fogo.
O
mais importante compositor é certamente o nosso Nho Tatai.
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