quarta-feira, 1 de outubro de 2014

No dia internacional da MUSICA não poderiamos deixar de homenagear a MORNA, da nossa BRAVA que encantou o MUNDO

A morna é um género musical e de dança de Cabo Verde. Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, a morna reflecte a realidade insular do povo de Cabo Verde, o romantismo intoxicante dos seus trovadores e o amor à terra.

A morna foi levada a ser conhecida internacionalmente por vários artistas, nomeadamente em França e nos Estados Unidos, sendo a mais famosa Cesária Évora. O timbre da voz desta diva tem conquistado e alargado o público da morna, de Cabo Verde até o Olympia, passando pelo Carnegie Hall, pelo Hollywood Bowl e pelo Canecão.

A morna é o género musical que mais identifica o povo cabo-verdiano. Trata-se verdadeiramente de um símbolo nacional, do mesmo modo que o tango é para a Argentina, a rumba para Cuba, a bossa-nova para o Brasil, etc.

É também o único género que sempre gozou de mais prestígio e de um carácter mais «nobre» em Cabo Verde.

O seu berço é sem duvidas a ilha Brava.

A morna da Brava está na origem da variante da morna mais conhecida hoje em dia. Para além de ter um andamento mais lento que a morna da Boa Vista (andamento lento, ± 60 bpm), possui características típicas do Romantismo, como o uso de rimas na poesia, um lirismo acentuado e uma métrica mais rígida. O estilo bravense ainda é bastante cultivado por compositores da Brava e do Fogo.


O mais importante compositor é certamente o nosso Nho Tatai.

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