As delegacias de saúde do Paul (Santo Antão) da ilha do Maio, de Mosteiros (Fogo) e o hospital Baptista de Sousa em São Vicente já dispõem de planos de contingência para lidar com os possíveis casos de ébola no país, ou nos seus respectivos municípios.
Em todas as delegacias de saúde, está já agendada uma formação para todos os funcionários da saúde e os seus parceiros, nomeadamente a Polícia Nacional e os funcionários da Câmara Municipal, onde esperam juntos conseguirem fazer uma reunião periódica e aumentar a informação na comunicação social de modo a mobilizar e sensibilizar a população sobre os possíveis casos e prevenção do vírus Ébola.
“Estamos a reforçar a divulgação nos spots publicitários, cartazes, sobre a forma de contaminação e da propagação da ébola, mas também temos um programa junto com outras instituições públicas, ONG`s, associações comunitárias no sentido de informar sobre a principal forma de contágio, mas também a forma de evitar a contaminação do Ébola”, afirma Luís Sanches, delegado de saúde dos Mosteiros.
Em São Vicente, naquele que é o segundo maior hospital do país, depois do Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia, já estão definidas equipas de intervenção e identificadas áreas de isolamento de eventuais infectados, revelou a responsável Samila Inocêncio,
O alerta deixado por todos os delegados de saúde à população cabo-verdiana, é ter a plena consciência de que essa ameaça existe, é real, e possível, e que portanto é necessário reforçar as medidas higiênicas sanitárias, evitar viajar para os países afectados, e em caso de dúvidas ou de febre, dores de cabeça, vómitos, ou de qualquer mal-estar, procurar a delegacia de saúde ou ligar para as linhas gratuitas de qualquer serviço de saúde a nível nacional.
“O aviso no caso de alguém entrar em contacto com alguma pessoa que tenha estado em zonas onde se tem verificado casos de ébola como a Guiné, Nigéria, Serra Leoa, Libéria, é portanto, que entrem imediatamente em contacto com a delegacia de saúde”, diz Eidi Almeida, da delegacia do Paul.
Entretanto Tony Parker, Presidente da Plataforma das Comunidades Imigradas em Cabo Verde, aconselha todos os imigrantes a não viajarem para as zonas afectadas pelo vírus ébola, e congratula-se com a decisão do governo em interditar a entrada a cidadãos dos países afectados pelo surto em Cabo Verde.
“Como o ébola é muito contagioso, aconselhamos junto com as delegacias de saúde os emigrantes a não irem a esta zona. É uma situação inquietante para quem acompanha e para os que têm familiares nestes países, mas não devem viajar.Não se pode brincar com uma doença tão fatal. Os outros países já tomaram a mesma decisão, portanto é uma decisão acertada e pensada”.
Recorde-se que o Ministério da Saúde já disponibilizou equipamento de protecção individual, nomeadamente fato, botas, luvas e máscaras, habitualmente utilizado no combate a doenças altamente contagiosas.
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