A Câmara Municipal da Brava não poderá garantir uma bolsa completa aos alunos que terminaram o 12º ano, disse hoje a vereadora da Cultura, Educação, Desenvolvimento Social e Género, indicando que apoios haverá de acordo com os recursos disponíveis.
Em declarações à Inforpress, Fernanda Burgo esclareceu que apenas o melhor aluno do ensino secundário será “premiado” com uma bolsa inteira da autarquia, que se compromete a apoiar todos os alunos necessitados para continuarem a sua formação fora da ilha.
“Mas será de acordo com os recursos financeiros existentes”, afirmou a vereadora, salientando que a câmara prevê um subsídio mensal de oito e cinco mil escudos para alunos que estudem na Praia e em São Vicente, respectivamente.
A vereadora esclareceu, entretanto, que os alunos mais carenciados, cujos pais não trabalham ou são órfãos, também vão receber os oito mil escudos.
Os pedidos de apoio são feitos por todos os que terminaram o 12º ano, devendo os mesmos ser analisados de acordo com a condição social de cada um, informou Fernanda Burgo, segundo quem, de uma forma geral, os alunos bravenses têm tido “bons resultados” nos estudos fora da ilha.
Segundo a vereadora, claro etá que um ou outro aluno tem ficado pelo caminho, mas quando perdem o ano, automaticamente, é-lhes retirado o subsídio da câmara.
Caso não se venha a abrir um pólo de ensino superior na Brava, pediu que sejam criadas melhores condições para acolher jovens de outras ilhas, principalmente em termos de habitação.
Confrontada com o facto de haver residências estudantis tanto na Praia como em São Vicente, Fernanda Burgo disse que não têm beneficiado alunos da Brava. Admitiu não estar bem informada sobre isso, mas pelas informações que tem recebido é preciso pagar por elas.
As famílias bravenses não podem arcar com estes custos, notou a vereadora, explicando que mesmos os funcionários não dispõem de recursos para o efeito, dado que muito poucos são técnicos superiores.
Da parte da câmara, estão disponibilizados 450 contos mensais para apoiar os alunos do ensino superior, confirmou, não sem antes recordar que há alunos finalistas do liceu que não prosseguem os estudos porque os pais não têm meios e os apoios da Câmara são apenas complementares.
A nível do ensino básico, Fernanda Burgo disse que a Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (FICASE) tem apoiado os alunos da Brava com materiais escolares, manuais e batas, pelo que a autarquia tem ajudado um ou outro que não for contemplado.
Já no secundário, a câmara tem apoiado os estudantes com um autocarro que transporta diariamente os que residem na freguesia de Nossa Senhora do Monte e na Furna para o liceu de Nova Sintra e o anexo de Nossa Senhora do Monte, adiantou.
Alguns pais compram passes, mas não todos porque são pobres, sublinhou a vereadora, que destacou o facto de a FICASE também cobrir alguns estudantes nesta matéria.
Mas é a câmara que assume as despesas do pré-escolar nos nove jardins-de-infância existentes, à excepção de um que pertence à paróquia de São João Baptista, realçou a vereadora.
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