Brava: Novo ano lectivo arranca com 8 anos de escolaridade obrigatória em dois pólos
Fonte: Inforpress
Nova Sintra, Brava - Uma experiência piloto de escolaridade básica obrigatória de oito anos nos pólos educativos de Nova Sintra e Nossa Senhora do Monte é a grande novidade do próximo ano lectivo na Brava, anunciou hoje o delegado substituto da Educação.
Nas duas escolas, explicou Domingos Lopes em declarações à Inforpress, um novo plano de estudo vai ser experimentado no sétimo ano, devendo todo o ensino básico ter outra configuração tanto no primeiro ciclo do 1º ao 4º anos, como no segundo com a 5ª e 6ª classes e no terceiro ciclo com o 7º e 8º anos.
“Vamos fazer a experiência com o 7º ano em Nossa Senhora do Monte e na cidade de Nova Sintra e um dos desafios tem a ver com a montagem de um novo modelo de gestão nessas escolas”, disse o delegado substituto, para quem isso implica conviver com novos manuais, novos programas e novas formas de coordenação.
A questão da propina vai ser também definida, uma vez que as crianças vão manter-se no ensino básico, onde só há pagamento das cantinas escolares, informou Domingos Lopes, para acrescentar que toda a montagem do funcionamento e da organização dessas escolas vai conhecer mudanças.
Segundo o delegado substituto do Ministério da Educação e Desporto, a preparação destas inovações vem sendo feita desde Junho num processo que envolveu toda a estrutura educativa da ilha e incluiu a planificação do ano que começa em Setembro.
“Antes do início do ano lectivo, vamos fazer um grande encontro para reajustar e redefinir alguns aspectos concretos” para a boa implementação desta experiência piloto na Brava, afiançou Domingos Lopes.
A escola básica de Fajã, no concelho da Ribeira Brava (São Nicolau), foi a primeira escola do ensino básico em Cabo Verde a acolher a experiência da escolaridade obrigatória de oito anos no ano lectivo 2012/2013.
Trata-se de uma medida de política que o Ministério da Educação e Desporto quer generalizar e implementar até 2016/17, altura em que, de acordo com a ministra Fernanda Marques, as principais alterações no âmbito do processo de ensino e aprendizagem terão que estar implementadas.
Essas mudanças acontecem no quadro da transformação da “aprendizagem por objectivo para a aprendizagem por competências”, acompanhada por um novo sistema de avaliação, devendo-se registar ainda um conjunto de alterações a nível didáctico, confirmou em Junho deste ano a titular da Educação e Desporto.
O processo do alargamento da escolaridade básica obrigatória dos seis para oito anos arrancou com a reforma da lei de bases do sistema educativo de 2010, que estabeleceu o regime da escolaridade obrigatória para as crianças e jovens em idade escolar e consagrou a universalidade da educação pré-escolar para as crianças a partir de cinco anos.
O novo modelo da universalidade de acesso assenta-se na observância dos parâmetros da qualidade, da equidade e da sustentabilidade financeira do subsistema de ensino, o que implicará não só um redesenho da estrutura de ciclos de ensino e da respectiva matriz curricular, como também a adequação do regime de docência.
A mesma lei preconiza ainda a possibilidade de a escolaridade obrigatória ser alargada, gradativamente, até ao 12º ano.

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