quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Brava com lugar de destaque no Programa Nacional de Telemedicina lançado há cerca de uma semana, mas existente na nossa Ilha há já varios meses!

O Primeiro-Ministro, José Maria Neves considerou de “extraordinário” o Programa Nacional de Telemedicina lançado esta segunda-feira no Sal, passando o país a contar, a partir de agora, com 10 centros de Telemedicina espalhados pelas nove ilhas habitadas de Cabo Verde, pois que trata-se de algo que tem efeito “directo” e “imediato” na qualidade vida das pessoas.
neves telemedicina1O Chefe do Governo, que presidiu o acto simbólico de lançamento do Programa Nacional de Telemedicina, realçou a importância deste programa que é destes projectos que “têm efeito directo e imediato na vida das pessoas”, pois que irá ajudar a prestar mais e melhores serviços de atendimento especializado aos impacientes de todas as ilhas. Daí que a importância deste acto, sublinha, ultrapassa a inauguração “de um porto ou um aeroporto”.
“É um ganho extraordinário. Estamos a unir todas as ilhas do país para garantir maior acesso à saúde, a serviços de maior qualidade, estamos a combater a assimetrias regionais, estamos a reduzir drasticamente as evacuações e estamos a melhorar a qualidade de vida das pessoas. Trata-se de algo extraordinário, um ganho maravilhoso”, frisa José Maria Neves.
Entusiasmado, o Chefe do Executivo recordou aquando de uma visita ao Hospital Agostinho Neto para conferir a primeira fase do Programa que contemplava os hospitais centrais do país, em que assistiu à consulta de um paciente da Brava que era obrigado a deslocar-se permanentemente à Praia para as consultas e tratamento devido à sua condição e que, a partir de 2012, altura em que foi lançado a primeira fase do programa, já pode ser atendido pelos médicos da Praia sem sair da sua ilha.
Isso para mostrar as vantagens em matéria de poupança de custos ao sistema nacional de saúde e da Previdência social em relação às evacuações mas, sobretudo, em relação às famílias cabo-verdianas. Também a Ministra da Saúde, Cristina Fontes Lima realça esse facto e realça que de 2012 a esta parte o programa ajudou a reduzir as evacuações a 70% e só no primeiro trimestre deste ano já se reduziu as evacuações em 30%. “Nós temos aqui um ganho enorme em termos de acesso, em termos de equidade, mas também em termos de redução de custos”, pois que com esse instrumento não será necessário deslocar especialistas às ilhas, sendo que nesta fase do Programa já constam todas as especialidades médicas presentes no país.
Outro ganho tem a ver com a maior possibilidade de cooperação e troca de experiências entre os profissionais e a disponibilização de mais oportunidades de formação contínua, já que o programa também engloba essa vertente.A partir de agora, com o lançamento dessa segunda fase, todas as ilhas estarão ligadas aos hospitais centrais, a partir da Telemedicina.
A opção pelo lançamento oficial desta segunda fase do Programa Nacional de Telemedicina no Hospital regional do Sal é uma forma do Governo e o Ministério da Saúde reconhecerem o importante papel que aquela instituição tem desempenhado no desenvolvimento da Telemedicina no país, já que foram os primeiros a solicitar teleconsultas via telemedicina e são, neste momento os “campeões” no que diz respeito aos utilizadores do sistema no país.
O Programa Nacional de Telemedicina, orçado em 1 milhão e 200 mil euros conta com a indispensável cooperação técnica e financeira da Eslovénia. Os serviços de Telemedicina funcionam 24 horas por dia e até esta já permitiram efectivar 280 teleconsultas, nas mais diversas especialidades desde a ortopedia, ginecologia, cardiologia, imagiologia, gastrenterologia, oncologia, neurologia, urologia e psiquiatria. Também foram feitas 114 vídeo-conferências e 48 formações para os profissionais da saúde de todo o país.
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Fonte:Governo de CV

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