O
Primeiro-Ministro, José Maria Neves considerou de “extraordinário” o
Programa Nacional de Telemedicina lançado esta segunda-feira no Sal,
passando o país a contar, a partir de agora, com 10 centros de
Telemedicina espalhados pelas nove ilhas habitadas de Cabo Verde, pois
que trata-se de algo que tem efeito “directo” e “imediato” na qualidade
vida das pessoas.
“É
um ganho extraordinário. Estamos a unir todas as ilhas do país para
garantir maior acesso à saúde, a serviços de maior qualidade, estamos a
combater a assimetrias regionais, estamos a reduzir drasticamente as
evacuações e estamos a melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Trata-se de algo extraordinário, um ganho maravilhoso”, frisa José Maria
Neves.
Entusiasmado,
o Chefe do Executivo recordou aquando de uma visita ao Hospital
Agostinho Neto para conferir a primeira fase do Programa que contemplava
os hospitais centrais do país, em que assistiu à consulta de um
paciente da Brava que era obrigado a deslocar-se permanentemente à Praia
para as consultas e tratamento devido à sua condição e que, a partir de
2012, altura em que foi lançado a primeira fase do programa, já pode
ser atendido pelos médicos da Praia sem sair da sua ilha.
Isso
para mostrar as vantagens em matéria de poupança de custos ao sistema
nacional de saúde e da Previdência social em relação às evacuações mas,
sobretudo, em relação às famílias cabo-verdianas. Também a Ministra da
Saúde, Cristina Fontes Lima realça esse facto e realça que de 2012 a
esta parte o programa ajudou a reduzir as evacuações a 70% e só no
primeiro trimestre deste ano já se reduziu as evacuações em 30%. “Nós
temos aqui um ganho enorme em termos de acesso, em termos de equidade,
mas também em termos de redução de custos”, pois que com esse
instrumento não será necessário deslocar especialistas às ilhas, sendo
que nesta fase do Programa já constam todas as especialidades médicas
presentes no país.
Outro
ganho tem a ver com a maior possibilidade de cooperação e troca de
experiências entre os profissionais e a disponibilização de mais
oportunidades de formação contínua, já que o programa também engloba
essa vertente.A partir de agora, com o lançamento dessa segunda fase,
todas as ilhas estarão ligadas aos hospitais centrais, a partir da
Telemedicina.
A
opção pelo lançamento oficial desta segunda fase do Programa Nacional
de Telemedicina no Hospital regional do Sal é uma forma do Governo e o
Ministério da Saúde reconhecerem o importante papel que aquela
instituição tem desempenhado no desenvolvimento da Telemedicina no país,
já que foram os primeiros a solicitar teleconsultas via telemedicina e
são, neste momento os “campeões” no que diz respeito aos utilizadores do
sistema no país.
O
Programa Nacional de Telemedicina, orçado em 1 milhão e 200 mil euros
conta com a indispensável cooperação técnica e financeira da Eslovénia.
Os serviços de Telemedicina funcionam 24 horas por dia e até esta já
permitiram efectivar 280 teleconsultas, nas mais diversas especialidades
desde a ortopedia, ginecologia, cardiologia, imagiologia,
gastrenterologia, oncologia, neurologia, urologia e psiquiatria. Também
foram feitas 114 vídeo-conferências e 48 formações para os profissionais
da saúde de todo o país.
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Fonte:Governo de CV
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