segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

VULCÃO do Fogo implacável

Novos povoados na ilha do Fogo, poderão ser evacuados nas próximas horas 



A informação foi avançada há momentos pelo Primeiro-ministro, José Maria Neves. 


Segundo o chefe do Governo, as populações dessas localidades já foram alertadas, mas não indicou de que localidades se trata.


É um adeus sentido às acolhedoras, ricas e hospitaleiras localidades de Portela e Bangaeira. Restaram apenas algumas casas que estão num nível mais alto, sendo que neste momento dois rios de lavas com caudal mais estreito já saíram de Bangaeira e percorreram 300 metros, ao que tudo indica, em direcção a Fernão Gomes.
O vulcão do Fogo, que desde 23 de Novembro jorra rios de lava, cobriu-as com um manto negro, como que a protege-las do frio. A desolação e a tristeza tomaram conta dos foguenses, mas também de todos os cabo-verdianos, que ainda assim não resistem em admirar este espectáculo da natureza que a ninguém deixa indiferente.
As redes sociais foram inundadas com imagens fortes e dramáticas, mas também com desabafos, lamentos e uma sensação de impotência perante a fúria do vulcão do Fogo, que esteve quase duas décadas quieto a ver o desenvolvimento de Portela e Bangaeira. A natureza mostra a sua força enquanto as lavas arrastam a esperança dessas comunidades.
Há duas semanas que os cabo-verdianos vivem com o credo na boca. As vezes o gigante dá uma trégua e a esperança volta. Começa-se a sonhar, a fazer planos e a perspectivar o futuro... Logo depois, o “Homi Grandi” mostra que ainda está muito vivo. É preciso estar alerta para agir caso for necessário. Os sonhos podem esperar a fúria passar.
As lavas, que escorrem por entre as casas, currais, igrejas, espaços comerciais, pousadas não encontraram outro caminho, quem sabe em direcção ao mar. Toda a actividade vulcânica e o percurso do rio de chamas são monitorados pelas autoridade da Protecção Civil, que incansavelmente tenta manter a ordem, proteger as pessoas e os seus poucos bens.

Dos Centros de Acolhimento, os antigos moradores que saíram das suas casas a contragosto agora entendem a preocupação das autoridades nacionais, que algumas vezes subiram o tom da sua voz para os convencer que o melhor era abandonar tudo. É possível recomeçar, sempre…

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