sábado, 27 de dezembro de 2014

Em 2014 foram descobertos um grande numero de seres vivos antes desconhecidos




Pesquisadores associados à Academia Californiana de Ciências descobriram este ano, nos cinco continentes e em dois oceanos, 221 tipos de plantas e animais até então desconhecidos, divulgou a instituição.

São 110 novas formigas, 16 besouros, três aranhas, 28 peixes, 24 lesmas-marinhas, nove mariscos, dois octocorais, 25 plantas, um urso d’água (animal invertebrado muito pequeno) e um minúsculo mamífero.
Essas espécies, descobertas nos cinco continentes e em dois oceanos, estavam escondidas em cavernas remotas e em desertos distantes de África. Ao longo do ano, os cientistas da Academia Californiana e os seus parceiros internacionais publicaram os achados em 64 artigos, que devem ajudar a entender de que forma a vida evolui e como ela persiste.
“Cientistas da biodiversidade estimam que descobrimos menos de dez por cento das espécies do planeta até agora”, diz Meg Lowman, directora de Ciência e Sustentabilidade da Academia. “Os cientistas exploram incansavelmente as regiões remotas da Terra, não apenas em busca de novas espécies, mas para descobrir a importância que elas têm para a saúde dos nossos sistemas naturais. As descobertas ajudam a sustentar o futuro da vida para os nossos filhos e netos. Mesmo à nossa volta, novas espécies abundam”, constata Meg Lowman.No deserto da Namíbia, foi encontrado o único mamífero que integra a lista. 
É o menor dos únicos 19 tipos de musaranhos-elefantes que compõem a ordem Macroscelidea. As análises genéticas mostraram importantes diferenças entre ele e os seus parentes próximos. 


Deserto da Namíbia



Os pesquisadores compararam o pequeno mamífero a exemplares existentes em museus e colecções, além de espécies que vivem no meio selvagem. Foram nada menos que nove expedições a África até à confirmação de que o Macroscelidea micus é, de facto, uma nova espécie. Os musaranhos-elefantes vivem apenas no continente africano e, apesar do tamanho pequeno, são mais próximos dos elefantes do que dos verdadeiros musaranhos e daí o nome recebido. A espécie do deserto da Namíbia pode ter ficado desconhecida por tanto tempo devido à dificuldade de se fazer expedições científicas à região, muito isolada. 
“Com apenas um punhado de novas espécies de mamíferos descobertas na vida selvagem anualmente, é incrível que a Academia esteja envolvida na descrição de três novos musaranhos na última década”, observa Rathbun, um dos maiores especialistas mundiais desse mamífero. “Há novas e empolgantes coisas na biodiversidade à espera de serem descobertas, mesmo num grupo tão familiar como o dos mamíferos”, afirma o especialista.

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