sexta-feira, 19 de setembro de 2014

VIOLENCIA DOMESTICA é pior que GUERRA CIVIL para MULHERES e CRIANÇAS


M375/0009O estudo, uma primeira tentativa de estimar os gastos globais da violência doméstica, exortou a Organização das Nações Unidas (ONU) a prestar mais atenção aos abusos em casa, que recebem menos destaque que conflitos armados como os da Síria ou da Ucrânia.
"Para cada morte civil num campo de batalha, nove pessoas são mortas em desavenças interpessoais", escreveram Anke Hoeffler, da Universidade Oxford, e James Fearon, da Universidade Stanford, no relatório.
Das discussões domésticas às guerras, estimaram que em todo o mundo a violência custe 9,5 mil milhões de dólares por ano, sobretudo na perda da produção económica, o que equivale a 11,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Nos últimos anos, cerca de 20 a 25 nações sofreram com guerras civis, o que devastou muitas economias locais e custou cerca de 170 mil milhões de dólares por ano. Os homicídios, a maioria de homens e não relacionados com brigas domésticas, custaram 650 mil milhões de dólares.
Mas estas cifras apequenam-se diante dos 8 mil milhões de dólares anuais do custo da violência doméstica, cuja maioria das vítimas são mulheres e crianças.
O estudo afirma que cerca de 290 milhões de crianças sofreram alguma forma de violência disciplinar em casa, de acordo com estimativas baseadas em dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Com base nos custos estimados, que vão de lesões a serviços de assistência infantil, o estudo calculou que o abuso não-fatal de crianças drena 1,9 por cento do PIB em nações ricas e até 19 por cento do PIB na África subsaariana, onde as modalidades severas de disciplina são comuns.
Bjorn Lomborg, chefe do Centro de Consenso de Copenhaga, que encomendou o relatório, disse que a violência doméstica é frequentemente subestimada, assim como acidentes de carro atraem menos atenção que acidentes de avião, embora muito mais pessoas morram no primeiro caso.
O estudo pretende ajudar a ONU a seleccionar metas para 2030, depois de alcançar os Objectivos do Milénio estabelecidos para o período 2000-2015, que incluem a redução da pobreza e a melhoria dos depósitos de água potável. Os novos objectivos poderiam incluir o fim dos espancamentos como forma socialmente aceite de disciplina infantil e a redução da violência doméstica contra mulheres.

Sem comentários:

Enviar um comentário