Cidade da Praia, no passado dia 14 Ago mais de uma centena e meia de efectivos da Polícia Nacional (PN) iniciaram uma acção de formação com o objectivo de informar sobre como prevenir a entrada do vírus ébola em Cabo Verde.
Esta acção de formação iniciada em simultâneo em várias ilhas do país, com a excepção da ilha do Fogo que se encontra em festa, visa detectar também casos suspeitos do vírus do ébola, e aperfeiçoar a vigilância nas fronteiras do país.
“As orientações à PN estão a ser dadas desde Março último, mas nestas situações é bom que as pessoas tenham máximo de informação possível para que alguns ruídos e boatos sejam dissipados”, explicou a ministra da Administração Interna, Marisa Morais, sublinhando a importância desta acção de formação.
A ministra disse que “a orientação dada à PN é clara”, em caso de suspeição do vírus do ébola nos aeroportos e portos, enquanto as autoridades não intervirem, a polícia deve evitar qualquer contacto e garantir o perímetro do ponto de vista operacional.
"Ao chegar um avião em que foi comunicado um caso suspeito, o que a PN tem de fazer é alertar os serviços da saúde e garantir que não haja mobilidade enquanto as autoridades da saúde não cheguem”, advertiu.
Segundo a ministra com esta acção de formação pretende-se que a PN tenha o máximo de informação possível para poder cumprir a sua tarefa.
“A Polícia não pode facilitar, ou seja teremos de nos preparar para o pior cenário possível. Temos estado preparados, esperando naturalmente pelo melhor, mas preparando-nos também para os piores cenários possíveis”, alertou.
De acordo com governante, para além da intervenção das autoridades da saúde, a Polícia faz o despiste através dos passaportes nas fronteiras aéreas.
“Nos portos, a vulnerabilidade é maior, a atenção também é maior. Por isso estamos a utilizar todos os meios ao nosso dispor para fazer um controlo efectivo”, garantiu a ministra indicando que todos os agentes da fronteira, da Polícia marítima, da guarda fiscal estão envolvidos nesta acção, tendo em conta que “o risco é baixo, é moderado, mas o perigo é real”.
Fonte: Inforpress

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